Escrever. Para quem?
Há anos que tenho um caderninho na mesinha de cabeceira. Escrevo lá o que me vem à cabeça. Às vezes são pensamentos dispersos, desabafos de noites mal dormidas, esboços de ideias para guiões, contos, estórias. Não é propriamente um diário, muito menos um ensaio de literatura. É um auxiliar de memória para não esquecer o acessório. Muitas destas ideias acabam aqui, nestas linhas digitais, outras permanecem na clandestinidade do papel reciclado e da tinta de caneta.
Um estudo recente, realizado nos Estados Unidos pela organização Gallup, diz que a leitura de blogs está no fundo da lista de actividades dos cibernautas. Entre os utilizadores de internet, apenas 9% lêem blogues, 11% os raramente os visitam e 66% dizem que nunca os consultaram. Fica então a pergunta: Escrever, para quem?
Nunca escrevi o meu bloquinho de mesinha de cabeceira para ser lido. Escrevo-o porque preciso de o fazer. Se alguém lê ou não o meu blog é acessório. O importante é escrever.
2 Comments:
E está tudo dito!
Concordo tanto com este post ... *
e não é só escrever, ele há outras cenas. ;-)
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